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Programa Especial COVID-19 de 27/04/2020

Categoria: Comunicações Oficiais
Publicado em sexta, 01 maio 2020, 16:47
Atualizado em sexta, 01 maio 2020, 16:47

Programa Especial COVID-19Presidentes das Câmaras da Ilha do Pico reivindicam unidos "Um Hospital de Ilha para servir todos os Picoenses".

O programa de informação da Rádio Montanha sobre a Covid-19 que decorre às segundas-feiras, às 10.30h teve esta semana a participação do Presidente da Assembleia Municipal das Lajes do Pico, Manuel Francisco Costa Júnior e dos Presidentes das Câmaras Municipais dos três concelhos da ilha. Mark Silveira, Presidente da Câmara Municipal de São Roque do Pico, José António Soares, Presidente da Câmara Municipal da Madalena e Roberto Silva, Presidente da Câmara Municipal das Lajes do Pico descreveram quais as medidas que estão a ser implementadas nos concelhos por eles presididos devido à Pandemia de COVID, num momento em que se descortina o regresso à vida em comunidade.

Mark Silveira descreveu a sua preocupação como autarca para travar a disseminação do novo coronavírus. O presidente da Câmara Municipal de São Roque do Pico defendeu que o caminho percorrido foi o mais correto de forma a não sobrecarregar o Sistema Regional de Saúde. Sendo um caminho mais longo, é uma forma de lidar com o problema de imunidade que só estará resolvido com a descoberta da vacina. No que toca ao funcionamento da Câmara a que preside, Mark Silveira informou que se mantêm os serviços básicos de recolha dos resíduos urbanos, os piquetes que garantem o abastecimento de água, os serviços de contabilidade e tesouraria, assim como, o canil municipal. A Câmara Municipal de São Roque do Pico mantém ativos, ainda, os serviços sociais que têm apoiado não só famílias que já eram ajudadas, mas também, pessoas que devido à diminuição de rendimentos precisam de um auxílio extraordinário. Quanto às medidas de apoio promovidas pela Câmara Municipal de São Roque, Mark Silveira referiu que foram alargadas as datas de pagamento das taxas de recolha de resíduos sólidos urbanos e de consumo de água, até dia 29 de maio, sendo ainda prolongadas as licenças e alvarás de construção. No que respeita aos apoios às empresas, Mark Silveira referiu que considera que neste momento ainda é cedo para aplicar todas as medidas possíveis, relembrando que as Câmaras Municipais têm uma capacidade reduzida de apoio às empresas, sendo que as mesmas devem candidatar-se aos apoios disponibilizados pelo Governo Regional.

José António Soares, Presidente da Câmara Municipal da Madalena, referiu que esta situação é completamente nova, sendo que ninguém estava preparado para dias como estes. O Presidente da Câmara Municipal da Madalena referiu que neste período é fundamental uma maior aproximação entre a Câmara e as diferentes instituições privadas e os munícipes. No caso da edilidade a que preside, José António Soares referiu que os serviços básicos também se mantêm, não havendo atendimento presencial nas instalações camarárias. José António Soares afirmou, ainda, que se mantém o projeto “Madalena Abraça” que presta apoio social aos munícipes mais carenciados e para que a população mais idosa possa ficar em casa.

Questionado sobre os apoios prestados pela Câmara Municipal das Lajes do Pico, Roberto Silva, sintetizou as medidas que estão a ser aplicadas, designadamente, o transporte de bens alimentares e medicamentos a quem precise de apoio, a aquisição de computadores para cedência às famílias carenciadas e a quem a Escola não conseguiu apoiar, a isenção das taxas de resíduos sólidos urbanos às empresas, a entrega de cabazes solidários, assim como, a isenção de pagamento da água, às empresas que tenham visto reduzidos os seus rendimentos de forma substancial. Roberto Silva, considerou que as medidas de apoio vão ser implementadas progressivamente de forma a serem consolidadas e a responderem às necessidades de quem vive no Concelho das Lajes do Pico.

Ao longo do programa, Manuel Francisco Costa Júnior, Presidente da Assembleia Municipal das Lajes do Pico, foi fazendo várias intervenções, visitando os tempos que vivemos numa perspectiva histórica, realçando o papel fundamental do 25 de Abril, da implantação da democracia e da Autonomia Regional para uma luta eficaz contra o alastrar da Pandemia, mas também, no estabelecimento de políticas de saúde que apoiem as pessoas e as ajudem a superar o isolamento e a doença.

O tema “Um hospital na ilha do Pico” foi o grande assunto deste programa. Simas Santos defendeu a existência de um centro hospitalar Faial-Pico, que responderia às necessidades dos picoenses e permitiria que as consultas de especialidade fossem realizadas no Pico, evitando deslocações que são difíceis para a população e trazem um custo elevado ao Sistema Regional de Saúde e os três Presidentes das Câmaras Municipais da ilha do Pico e o Presidente da Assembleia Municipal das Lajes do Pico, estiveram unidos na justificada e justa reivindicação do Pico ter um hospital, uma reivindicação sempre adiada por interferências “de natureza centralista e bairrista”, devendo o Governo Regional dos Açores, no planeamento dos investimentos a fazer na ilha do Pico, até 2030, ter como primeira prioridade o investimento num hospital, naquela que é a segunda maior ilha dos Açores, mas que tem apenas 14.000 pessoas, potenciando a fixação de mais pessoas e a captação de novos investimentos.

Com a aproximação do possível fim do Estado de Emergência em território nacional, Roberto Silva referiu que a grande prioridade é testar todos aqueles que vierem para a ilha do Pico, já que, nestas circunstâncias, sem novos casos importados ou de transmissão comunitária na ilha, só poderão surgir casos vindos do exterior o que torna a realização de testes, a todas as pessoas que chegarem à ilha, absolutamente importante. Esta ideia foi reforçada por todos os convidados e residentes do programa de informação da Rádio Montanha que defenderam que, tal como previsto no documento enviado pelo Governo Regional dos Açores, deve haver estratégias diferentes para ilhas e concelhos com situação epidemiológica diferente. Neste sentido, José António Soares, presidente da Câmara Municipal da Madalena defendeu a abertura inicial apenas no território da ilha do Pico para depois se passar à existência de voos e transporte interilhas. A mesma ideia foi defendida por Simas Santos que referiu que andar de máscara não é o suficiente, embora reconheça que dê uma ideia de segurança e que, nos casos de grupos de risco, o melhor é ficar em casa. Roberto Silva reforçou a ideia de que o fim do Estado de Emergência não é um regresso à normalidade, mas sim, o regresso à vida em comunidade, com novas regras e cuidados que todos devem seguir. Porque tem que ser um regresso seguro.

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